Eu e marido estamos tentando, desde que casamos, juntar as coisas.
Juntar as coisas tem um significado muito, mas muuuuito maior do que eu poderia imaginar: junta os travesseiros, a roupa suja, o sabonete, os lençóis, o suor, os móveis, as meias, as caixas, os livros, os sabores na hora de jantar, as marcas de maionese pro hamburguer do fim de semana, coca-cola x pepsi, marca de vinho, junta os tipos de leite - quem saberia... tem leite 2%, com vitamina D, leite sem gordura, blah blah blah... - junta cores, cheiros e texturas... Junta sentimentos, junta filme, junta família, junta conflitos internos...
Ah não... tem coisa de mais pra juntar.
E isso não quer dizer que a gente seja uma pessoa só daqui pra frente não... Cada um (deve) mantém a sua individualidade, mas não é mole não.... Hoje em dia eu nem sei mais se é ele ou eu quem tem medo de escuro... O dia-a-dia é uma constante luta pra manter a relação sem atropelar a si mesmo e manter a individualidade sem atropelar a relação. Como nós somos humanos e temos nossas falhas, esse conceito nem sempre funciona. Mas também, se funcionasse e a gente nunca brigasse, não haveria o tão famoso makeup sex* que a gente gosta tanto.
Nesse bafafá todo, estamos tentando arrumar nosso cantinho de forma que fiquemos confortáveis. Claro que não dá pra ser tudo do meu jeito - apesar de o meu jeito ser o melhor jeito, claro... - e com certeza não vai ser tudo do jeito dele. MAS, a gente tem conseguido entrar em acordos. É muito foda. Lembra que eu inclui conflitos internos ali no fim do segundo parágrafo? Pois agora vai ter conflito externo também. As paredes são verde pastel e eu disse que odeio um pastel. Pois lá foi ele choramingar que foi ele que decorou o quarto quando a casa foi construída. Agora eu descobri um jeito de fazer esse verde menos feio e apagado e pus uma cortina com listras marrom, vermelha e verde.
Também, por causa dessa coisa toda eu tenho me ligado muito em design de interiores e assistido bastante um canal chamado HGTV. O site deles tem coisas bem interessantes e eu tenho tirado o máximo de proveito possível dele.
Agora, eu nunca pensei que fosse usar tanto meus estudos de cor de faculdade, mas a verdade é: sem eles, a minha casinha pareceria um bordel.
Apesar de que, eu acho que um bordel é mais bonito que cor de deserto: pastel. blargh!
*Makeup sex tem sua própria definição AQUI, mas como está em inglês, eu vou te dar a tradução bem grosseira: ***Sexo pra fazer as pazes***
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Lar x Casa
o que tem a ver?
casa,
design de interiores,
discussão,
terapia,
vida
quinta-feira, 11 de março de 2010
Como é que eu decido o que vai e o que fica?
Bom, estamos reorganizando a casa e do meu ponto de vista, isso quer dizer que temos a oportunidade de dar uma olhada naquelas coisas que a gente nem lembrava que tinha e repensar:
Se essa lanterna do Pato Donald estava aqui esse tempo todo e eu nunca senti falta, eu preciso mesmo achar um novo lugar (que não seja o lixo) pra guardá-la?
Se essa camiseta me lembra de coisas boas, será que eu consigo ainda lembrar das coisas boas sem ter que olhar pra ela?
Se eu não consigo lembrar das coisas boas sem olhar pra essa vela, quantas vezes eu pensei em olhar pra ela nos últimos 4 anos?
Se eu quero MESMO manter esse barco enorme de madeira comigo, será que há algum lugar melhor pra pô-lo que não seja na minha mesa de jantar? E quanto espaço essa coisa inútil vai tomar?
Será que esse prato solitário do conjunto que eu comprei quando morei sozinha pela primeira vez tem alguma utilidade já que eu não gosto de pôr a mesa pratos que não combinam e eu tenho um conjunto novinho em folha?
Quando é que eu vou finalmente consertar esse sapato que eu fico me convencendo que eu vou consertar quando tiver dinheiro? E quando é que o próximo dinheiro que sobrar vai ser "bom o suficiente" pra ser destinado a arrumar esse sapato? Ou será que eu vou comer aquele sushi que eu não como há 3 meses??? ãh???
É. Eu não sei.
Tem muita coisa que eu já decidi que eu posso viver sem - a primeira delas foi aquele vizinho que eu perseguia quando estava no 2o grau. Ah, pode ter CERTEZA que alguém vai ler isso e saber exatamente do que eu estou falando (O prazer é meu - me refiro as gargalhadas que você deu) Mas eu ainda tenho muito, mas MUITO problema quando se trata de me livrar de roupas, sapatos, maquiagem, aparatos de cabelo e acessórios. Eu ainda não sei exatamente de onde vem essa facinação com a produção. Eu não tenho metade das coisas que eu gostaria de ter. Mas eu tenho 4 vezes mais do que espaço disponível na minha casa pra tudo isso. Se você perguntar pra qualquer pessoa que bem me conhece eu adoro música e filme, mas eu não tenho mais nenhum cd/fita/LP ou fita VHS/DVD que eu gostava. Os livros que eu adorei ler, nem lembro mais quais são! Mas eu tenho as roupas que me foram dadas como uniforme na primeira loja aonde trabalhei 7 anos atrás - inclusive as que não me cabem mais* - ainda tenho o primeiro sapato de salto que eu comprei com meu próprio dinheiro apesar de não ter coragem de usá-lo (primeiro porque ele vai cair aos pedaços e depois porque ele tá tão fudido que dá pra VER que ele vai cair aos pedaços).
Se você tem alguma dica, alguma sugestão, alguma pergunta que pode ser adicionada a minha lista, por favor, não hesite. Eu não vou conseguir arrumar essa casa em dois dias. Talvez nem em duas semanas, levando em conta que metade do espaço pra guardar coisas ainda está pra ser construído pelo Sr. Fragale, que trabalha o dia inteiro, com materiais que ainda estão pra ser comprados com um orçamento severamente limitado. Então, vamos lá... Comente!
*Todas elas cabiam em mim até aproximadamente um ano atrás, mas esse assunto vai ficar pra outro post.
Se essa lanterna do Pato Donald estava aqui esse tempo todo e eu nunca senti falta, eu preciso mesmo achar um novo lugar (que não seja o lixo) pra guardá-la?
Se essa camiseta me lembra de coisas boas, será que eu consigo ainda lembrar das coisas boas sem ter que olhar pra ela?
Se eu não consigo lembrar das coisas boas sem olhar pra essa vela, quantas vezes eu pensei em olhar pra ela nos últimos 4 anos?
Se eu quero MESMO manter esse barco enorme de madeira comigo, será que há algum lugar melhor pra pô-lo que não seja na minha mesa de jantar? E quanto espaço essa coisa inútil vai tomar?
Será que esse prato solitário do conjunto que eu comprei quando morei sozinha pela primeira vez tem alguma utilidade já que eu não gosto de pôr a mesa pratos que não combinam e eu tenho um conjunto novinho em folha?
Quando é que eu vou finalmente consertar esse sapato que eu fico me convencendo que eu vou consertar quando tiver dinheiro? E quando é que o próximo dinheiro que sobrar vai ser "bom o suficiente" pra ser destinado a arrumar esse sapato? Ou será que eu vou comer aquele sushi que eu não como há 3 meses??? ãh???
É. Eu não sei.
Tem muita coisa que eu já decidi que eu posso viver sem - a primeira delas foi aquele vizinho que eu perseguia quando estava no 2o grau. Ah, pode ter CERTEZA que alguém vai ler isso e saber exatamente do que eu estou falando (O prazer é meu - me refiro as gargalhadas que você deu) Mas eu ainda tenho muito, mas MUITO problema quando se trata de me livrar de roupas, sapatos, maquiagem, aparatos de cabelo e acessórios. Eu ainda não sei exatamente de onde vem essa facinação com a produção. Eu não tenho metade das coisas que eu gostaria de ter. Mas eu tenho 4 vezes mais do que espaço disponível na minha casa pra tudo isso. Se você perguntar pra qualquer pessoa que bem me conhece eu adoro música e filme, mas eu não tenho mais nenhum cd/fita/LP ou fita VHS/DVD que eu gostava. Os livros que eu adorei ler, nem lembro mais quais são! Mas eu tenho as roupas que me foram dadas como uniforme na primeira loja aonde trabalhei 7 anos atrás - inclusive as que não me cabem mais* - ainda tenho o primeiro sapato de salto que eu comprei com meu próprio dinheiro apesar de não ter coragem de usá-lo (primeiro porque ele vai cair aos pedaços e depois porque ele tá tão fudido que dá pra VER que ele vai cair aos pedaços).
Se você tem alguma dica, alguma sugestão, alguma pergunta que pode ser adicionada a minha lista, por favor, não hesite. Eu não vou conseguir arrumar essa casa em dois dias. Talvez nem em duas semanas, levando em conta que metade do espaço pra guardar coisas ainda está pra ser construído pelo Sr. Fragale, que trabalha o dia inteiro, com materiais que ainda estão pra ser comprados com um orçamento severamente limitado. Então, vamos lá... Comente!
*Todas elas cabiam em mim até aproximadamente um ano atrás, mas esse assunto vai ficar pra outro post.
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