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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Conseguindo o amor que se quer

- Você não me conhece mais. Me pedir pra me arrumar em 10 minutos é impossível pra mim e você sabe disso!
- Não acredito que você diria algo assim. Eu te amo! É claro que eu te conheço!
- Você sai se quiser. Eu vou ficar em casa e cuidar dos meus olhos que agora estão inchados por sua culpa.
- Eu não fiz nada! Você que é dramática.

E assim foi a noite do casal. Ela sempre pensando que sabe como fazer tudo certo. Ele sempre se escondendo das críticas ferrenhas da esposa. Os dois negam estar errados e nenhum dos dois aceita que um carinho, um abraço possam dar um fim à briga.

Eu pensava cá comigo sobre essa cena que vi outro dia e com todo o trabalho que tenho feito e os livros que tenho lido que esta conversa podia ter tido um final menos drástico. Não sei que fim levou o casal, mas espero que eles tenham se resolvido.

(Lá vou fazer o papel da mulher dele achando que eu tenho resposta pra tudo..)

- Amor, eu prefiro ter mais tempo pra me arrumar. Posso encontrar com vocês depois?
- Nós estávamos pensando em comer. Você acha que vai demorar muito? Talvez eu faça algo rapidinho só pra nós dois e podemos encontrá-los apenas para uns drinks.
- Ah... eu te amo!!!

Hum... Talvez ela realmente não quisesse ir e estava achando uma "desculpa" no fato de não ter tempo suficiente pra se vestir. Vamos ver...

- Eu estou me sentindo muito caseira hoje. Vou ficar em casa mesmo. Obrigada pelo convite. Diga a todos que eu mandei um abraço.
- Sem problemas. Quer que eu pegue algo pra você no caminho de volta?
- Hum... minha sobremesa preferida?

Ou, ainda... ela talvez tivesse outros planos pro casal?

- Querido, porque você não vem tomar um banho comigo e a gente relaxa na banheira. Eu adoraria uma massagem nos pés!
(homem pelado corre pro banheiro)


Qual a lição que você tira dessas minhas idéias???

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aquele inferno....

Aquele inferno que sempre me ronda na época antes do meu aniversário não está me dando sussego.

Sempre vem a ansiedade pra saber quem vai ligar, quem vai mandar um cartão, quem vai mandar um email que seja. E mais do que nunca, sempre há o desconforto de não saber se devo fazer planos ou me deixar ser surpreendida. Nunca fui muito boa em lidar com essa decisão: controlar ou não controlar??

Já tive minhas crises no fim de semana. Resolvi apelar e acendi uma vela pro anjo da guarda. Vai que o moço mexe uns pauzinhos, né? E não é que ele mexeu mesmo?!
Amanhã vou almoçar com o maridão e à noite vamos comer muito sushi depois fazer um brinde. Mas um brinde só porque eu tenho que trabalhar no dia seguinte!!! - ou melhor - temos todos que trabalhar no dia seguinte... Na crise, ninguém pode reclamar nem pedir dia de folga no aniversário. Eu quero é meu dinheiro!

Além do mais estou amando esse trabalho. É verdade que é um bico porque eu quero mesmo é costurar roupas e fazer sapatos e sei lá mais o que, mas estou aproveitando pra aprender coisas novas e, surpreendentemente, deliciosas. Quem diria que eu um dia diria que queijo Vegan é gostoso? Eu não! Mas é. É uma delícia. E confesso que sinto uma baita diferença comendo em casa e comendo no trabalho. Em casa, sempre tem alguma coisa cozida, churrascada... No trabalho, como diz o chefe, a comida está viva! E põe viva nisso! Tudo que eu ponho na água cresce, brota uma folha...

Vou postar algumas receitas aqui conforme eu for aprendendo mais. Prometo que tentarei postar fotos - mas nem sempre "o homi" permite!

Ok - hora de ir dormir que amanhã, além de ter muito o que celebrar, tenho muito o que picar!

xoxo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Outro passo

Essa semana tem sido cheia de ansiedade, muita expectativa, algumas lágrimas felizes e algumas tristes, outras frustradas e tantas inesperadas.

É trabalho, é família, é morte, é descoberta, é lembrança, é memória ou a falta dela, alguns passos pra frente, alguns pra trás, outros maiores que as pernas, sem contar os tropeços... Descobertas e mudanças.

Coisas que fazem parte da vida. E a lição desta semana é ver o mundo agora. Minha vida agora. Porque ontem serve pra aprender e não repetir os erros. Amanhã? Não sei. E não cabe a mim.

Mas hoje, eu estou feliz. E é só isso que importa. Feliz por mim, comigo. Eu e eu mesma.


xoxo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

The September Issue

Eu acabei de assistir o filme e fiquei ainda mais maravilhada e aterrorizada em estar a caminho de fazer parte de uma indústria que tem que satisfazer pra sobreviver.
Na vida pessoal tenho trabalhado meu comportamento e minhas diferenças com o mundo.
Ao decorrer do filme eu me identifiquei muito com Grace. Pelo que entendi, ela e Anna moraram juntas por 20 anos e ainda assim, depois de tanto tempo de convivência elas ainda tem seus desentendimentos. Mas o que me chamou atenção mesmo foi a forma de Grace de lidar com eles. E vejo que era muito parecida com ela até pouco tempo atrás.
Mas quando sua vida é seu trabalho e seu trabalho é sua vida é difícil não levar algumas coisas pro lado pessoal.

Com ainda muito o que aprender em moda e na vida, eu tento a cada dia prestar mais e mais atenção ao meu redor pra não perder os estímulos. E quero prestar atenção pra não deixar que eu reaja, mas responda a eles.

Como Anna fala no início do filme, tem algo na moda que deixa muita gente insegura e ela acredita que por isso é mais fácil fazer piada dos que trabalham com moda, admiram moda ou simplesmente tem algum interesse pela mesma. Mas eu descofio que isso aconteça em muitas outras áreas da nossa vida e com muitas outras pessoas do que apenas os inseguros sobre moda e estilo.
E um dos fatores que me salta aos olhos agora é a delimitação de um limite entre onde eu termino e o outro começa.

Como diz o título do blog: It's all about the chase...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Psicologista - pro corpo.

Gente, vou dizer... meu terapeuta não é muito bonito não mas ele tá em forma. E outro dia eu tava conversando com a minha mãe e ela comentou que a minha tia - irmã mais velha do meu pai - que já passou dos 50 (não vou dar muita informação porque não apropriado, né?) tava numa aula de spinning. Cá pra nós, ela é a mais velha de 3 e numa foto recente, os dois irmãos mais novos parecem uns 10 anos mais velhos que ela. Rapazes, que vergonha!

Bom, eu já sabia que a Dona Tia malha e tal. Inclusive ela vai pra academia que fica de frente pra casa dos meus pais. Também já sabia que a Dona Tia já passa dos 50. Mas eu não tinha plena consciência da exata idade dessa adolescente nem que ela ainda faz spinning. Afff. Tem que ter muita força de vontade mesmo. Com todo respeito, um dia eu apertei a bunda da tia e quase quebrei os dedos. Gente, se alguém apertar a minha bunda é capaz de quebrar a minha bacia e eu só tenho QUASE 30 anos de idade! Que vergonha!

E só pra adicionar mais um evento relacionado ao motivo pra este post, um amigo do marido resolveu comprar um desses DVDs de exercício em casa e eu posso dizer que depois de 1 mês e 2 semanas de malhação, ele está em forma pronto pra usar um fio-dental. NÃO! É ELE! Não ela.. Está pronto pra usar uma sunguinha... haha Sem Vergonha!!

ENTÃO... decidi que vou eu fazer aqui o meu journal sobre a minha batalha na arte de exercitar o corpo. Se eu não estivesse extremamente infeliz com o meu corpo eu até postaria as fotos do antes, durante e depois pra vocês verem, mas não vai rolar não.. Desculpa. O bom é que me viu há um ano atrás (e pros que me viram há menos tempo que isso - BEIJOS E MUITOS BEIJOS!) já sabe como é que tem umas gordurinhas aqui na Sra. Fragale. Quando eu tiver um corpão lindo e maravilhoso eu, talvez poste, fotos.

O motivo pelo qual eu decidi escrever sobre isso no blog não é da sua conta. Mas eu vou contar assim mesmo. Eu, felizmente, compreendo que, infelizmente, o meu comprometimento com outros é maior do que comigo mesma. No fim das contas, ter o que escrever no blog parece um motivo melhor pra eu cair da cama e suar horrores do que perder este peso que pesa a minha consciência. Mas como eu disse no início, isso não é muito da sua conta. Eu só escrevi porque o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. ;)

Então, assim que eu puder as minhas mãos no DVD - que deve estar aqui semana que vem - e comprar os itens que eu preciso, eu post alguma coisa.

xoxo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Lar x Casa

Eu e marido estamos tentando, desde que casamos, juntar as coisas.

Juntar as coisas tem um significado muito, mas muuuuito maior do que eu poderia imaginar: junta os travesseiros, a roupa suja, o sabonete, os lençóis, o suor, os móveis, as meias, as caixas, os livros, os sabores na hora de jantar, as marcas de maionese pro hamburguer do fim de semana, coca-cola x pepsi, marca de vinho, junta os tipos de leite - quem saberia... tem leite 2%, com vitamina D, leite sem gordura, blah blah blah... - junta cores, cheiros e texturas... Junta sentimentos, junta filme, junta família, junta conflitos internos...

Ah não... tem coisa de mais pra juntar.

E isso não quer dizer que a gente seja uma pessoa só daqui pra frente não... Cada um (deve) mantém a sua individualidade, mas não é mole não.... Hoje em dia eu nem sei mais se é ele ou eu quem tem medo de escuro... O dia-a-dia é uma constante luta pra manter a relação sem atropelar a si mesmo e manter a individualidade sem atropelar a relação. Como nós somos humanos e temos nossas falhas, esse conceito nem sempre funciona. Mas também, se funcionasse e a gente nunca brigasse, não haveria o tão famoso makeup sex* que a gente gosta tanto.

Nesse bafafá todo, estamos tentando arrumar nosso cantinho de forma que fiquemos confortáveis. Claro que não dá pra ser tudo do meu jeito - apesar de o meu jeito ser o melhor jeito, claro... - e com certeza não vai ser tudo do jeito dele. MAS, a gente tem conseguido entrar em acordos. É muito foda. Lembra que eu inclui conflitos internos ali no fim do segundo parágrafo? Pois agora vai ter conflito externo também. As paredes são verde pastel e eu disse que odeio um pastel. Pois lá foi ele choramingar que foi ele que decorou o quarto quando a casa foi construída. Agora eu descobri um jeito de fazer esse verde menos feio e apagado e pus uma cortina com listras marrom, vermelha e verde.

Também, por causa dessa coisa toda eu tenho me ligado muito em design de interiores e assistido bastante um canal chamado HGTV. O site deles tem coisas bem interessantes e eu tenho tirado o máximo de proveito possível dele.

Agora, eu nunca pensei que fosse usar tanto meus estudos de cor de faculdade, mas a verdade é: sem eles, a minha casinha pareceria um bordel.

Apesar de que, eu acho que um bordel é mais bonito que cor de deserto: pastel. blargh!


*Makeup sex tem sua própria definição AQUI, mas como está em inglês, eu vou te dar a tradução bem grosseira: ***Sexo pra fazer as pazes***

terça-feira, 25 de maio de 2010

Boba da Corte

Conversando com a Melissa hoje a gente chegou a uma conclusão. Algo que nos conecta.
Nós passamos a vida tentando agradar, sendo legais com este e aquela, querendo sempre o bem dos outros - há quem seja contra, mas este não é o caso - e nos perguntamos:

Aonde é que essa bondade toda me levou:

Não vou falar dos pontos específicos de cada uma. Vou só passar por cima do que descobrimos em comum.

1- Estamos cercadas de gente que acha que a gente não sabe dizer não, então sempre que há algo que eles querem que nenhum outro imbecil vai concordar em fazer, eles vem falar com a gente. (A verdade é que a gente é mesmo o imbecil pra quem você vai pedir as coisas que ninguém vai fazer e a gente vai.)

2- Estamos cercadas de gente que dão umas migalhas de atenção aqui e acolá e a gente acha que tá bom pra não perturbar demais a pessoa. Daí com o tempo, a gente acha ruim que não há reciprocidade na relação e acaba criando ressentimentos pela pessoa em questão.

Fragale boazinha não existe mais. A partir de hoje vou exercer meu direito de dizer não e descobrir que há várias coisas além de "feliz". Tais como frustração, mágoa, perdão (tá.. perdão ainda tá longe pra mim... mas vamos tentando..) e aceitar que apesar de não serem sentimentos maravilhosos, ainda são meus e ninguém vai tirá-los de mim ou me fazer sentir menor por sentí-los.

Amanhã, vou exercitar. Pra todas as perguntas que me forem feitas a minha resposta vai ser não. E não adianta tentar me enganar porque no fim das contas, "não" não é a palavra-chave. ;)

cumprende?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Passando manteiga no pão.

Hoje de manhã eu conversava aqui com a minha torrada e minha xícara de café:

- Sabe, eu tenho pensado muito sobre meus hábitos alimentares ultimamente. Outro dia me peguei comendo um chocolate. Mas depois da primeira mordida... Que coisa mais enjoada! Daí bebi um copo d'água pra tirar o gosto da minha boca. 
Pausa: Eu. Bebi um copo d'água. Pra lavar o gosto de chocolate. Da minha boca.

- Outro dia eu me peguei comendo alguns gummy bears. Hum. Enjoado. Num OUTRO dia eu percebi que tomei um chá com menos açúcar. 

Pausa: Eu. Tomei chá. Com açúcar.
Reflexão: pra quem conhece essa Fragale sabe que ela toma açúcar com chá, açúcar com café, açúcar com várias coisas. Nunca várias coisas com açúcar.


- Sabe, pão... eu lembro bem dos dias que a Guida fazia aquele pão com muita manteiga e queijo muzzarela pra mim de manhã e eu tomava aquele copão de leite com Nescau. Que depois com o tempo virou Todd e eu nunca entendi exatamente como ou porque. Mas enfim. E também lembro como eu não me importava com o fato de que meu estômago doía muito durante as primeiras horas de aula. Na verdade, eu nunca me importei muito com o que o meu corpo sentia. Eu mesma, não sentia nada. A única coisa que eu lembro mesmo é que eu ficava assim meio emburrada e prequiçosa. E não muito tempo atrás eu parei de tomar leite e nunca mais fico assim tão mal então eu acho que sou alérgica a leite. Mas é engraçado como eu como outras coisas derivadas de leite e não fico enjoada... Enfim... Hoje em dia, eu sei que eu fico emburrada e preguiçosa quando eu como alguma coisa que irrita meu estômago. O que me traz um certo alívio porque haja paciência, né? Preguiçosa aos 11 anos de idade? Ô falta de gratidão pelas pernas que funcionam! Gente preguiçosa me irrita. Eu sou muito preguiçosa. Eu me irrito muito comigo mesma e com qualquer coisa ou pessoa que me lembre dos meus defeitos. Mas eu tenho aprendido a não ver as coisas com os mesmos olhos de antes. 

Nesse ponto da conversa eu me dei conta de que a torrada estava fria, a manteiga derretida e eu estava na frente da geladeira tentando achar meu queijo minas. - haha eu tenho queijo minas! :P Então parei de falar com a torrada e resolvi reaquecê-la.

- Esse livro tá me deixando muito confusa. Essa coisa de controlar os pensamentos é meio difícil. Eu acho que eu até posso dar uma chance a essa tal de meditação mas não sei não. Eu tenho a sensação de que vou cair no sono. Talvez se eu for meditar na praia... Ih. Mas se eu dormir na praia vai ser pior. Imagina se eu viro uma torrada? 
Aí pronto. Quase infartei. Nesse meio tempo eu tinha voltado pro quarto pra procurar uma jaqueta que eu queria modificar e enquando olhava pra jaqueta eu esqueci da torrada. E a torrada torrou.


observação: How Stuff Works é um site OTIMO! Vá conferir!

-Que merda. Queimei a torrada... Vou ter que fazer outra. Mas enfim... Essa história da praia... Será que eu gosto de morar próximo a praia? Eu até que vou à praia com frequência... Mas nunca pra tomar sol... Só pra caminhar e tirar fotos. Eu posso fazer isso nos fins de semana. Mas se bem que Santa Monica até que é perto de Hollywood. Eu posso morar próximo à praia e próximo aos bares que eu gosto de frequentar. Será que eu ainda lembro que bares eu gosto de frequentar? hum. Bem lembrado. Enfim. 

Agora sim, comendo a torrada e tomando o açuçar com café - ah gente.. café é bem mais amargo que chá... - eu cheguei a uma conclusão:

-Eu não preciso mudar muito a minha dieta. Eu tenho comido tão bem que toda vez que eu cedo e como um fast food eu fico com ânsia de vômito e na maioria das vezes nem consigo comer a coisa toda de uma vez só. Tenho comido carne crua assim que chega em casa do mercado. Muitos legumes, muito líquido que nem inclui coca-cola - apesar de que semana passada eu tomei um lata de Guaraná por dia só porque a gente comprou uma caixa com 12. Mas já acabou e é um absurdo de caro então não vou comprar mais tão cedo. Eu cansei de beber vinho de pobre então não tenho bebido nenhum vinho. Ai... que saudade do meu vinho... Tenho corrido ou caminhado, ou os dois, quase todo dia. Acho que não tem muito mais que eu tenha que mudar não... Agora o que eu preciso fazer mesmo é arrumar um emprego pra eu poder comprar meu vinho decente e tomar meu vinho durante o jantar como eu fazia antes quando eu não tinha que comprar vinho. Então eu vou é continuar a comer as coisas que eu gosto em pequenas quantidades como eu fazia antes porque eu já aprendi que quando mantenho o tamanho do meu estômago normal eu não como mais do que eu devo. Porque você sabe, né? Quando tu come demais, o estômago estica. Assim como a pele estica quando a gente engorda. E murcha (algumas vezes..) quando a gente emagrece. Pelo menos comigo funciona: quando eu como muito pouco minha barriga de grávida some. :)
Olha, depois de tanto falar com um pedaço de torrada e com uma xícara de café eu decidi que eu tenho MESMO que arrumar um emprego.


Como está a sua dieta? Me conta?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Ele está numa situação melhor que a sua?"

Alguém me perguntou.

E eu disse:
No dia-a-dia eu vejo que a vida dele é bem mais fácil que a minha. Ele não se importa, não liga pro que os outros sentem, segue a vida sem olhar pra trás.
No "long-term" (ai, são 2 da manhã. Não vou traduzir), eu estarei melhor. As coisas que eu soquei nas solas dos meus pés estão voltando ao meu estômago e eventualmente saindo pela minha boca e contaminando o meu cérebro. Mas dizem que essas coisas, com o tempo, saem pelos poros e daqui há uns anos tudo fica melhor.

Pena que o Dr. Gregory House só fala o que mandam ele falar. E no meu mundo, script não existe.

Que merda.

domingo, 25 de abril de 2010

Que Alguém me ajude.

Editando: Esse foi um dos posts mais difíceis que eu já escrevi. Puta que pariu.





A Melissa veio conversar ontem à noite. Ela veio me perguntar umas coisas meio estranhas que eu não consegui responder com muita precisão mas depois que ela foi embora eu fiquei com aquelas perguntinhas na cabeça.

Amanhã é dia. Amanhã é o início da semana. Amanhã é o início de um início. Mas com todas as perguntas que Melissa me fez eu estou honestamente confusa. Não sei mas o que começa e o que termina. Na verdade, eu não tenho certeza se tem alguma coisa que tem que terminar pra outra poder começar. E isso me leva a pensar: será que eu termino tudo que eu começo?

Sei lá.
Eu poderia fazer uma lista de coisas que eu comecei e não terminei porque eu não quis continuar. Uma lista de coisas que eu não terminei porque as coisas em si não terminaram. Uma lista de coisas que eu terminei sem começar. Cacete. Muito difícil.

Vamos mudar de assunto um pouco, vai.


Eu não vou escrever aqui como se eu fosse especialista em nada porque eu não sou mesmo. Não sou especialista nem em mim mesma.


Uma pessoa muito querida tem uma doença que eu só conheço e falo por um pouco de convivência e por muita informação passada pra mim por outras pessoas amadas que assistem e ajudam como podem no dia-a-dia. Essa doença é chamada Alzheimer's - até tive que procurar como se escreve..  Está numa lista na qual eu nunca escrevo, sobre a qual eu nunca falo e aonde eu não quero trabalhar. Mas cada dia que passa é inevitável ignorar. É algo que acaba com o seu semblante, deixa as pessoas à volta com os nervos à flor-da-pele, dói em vários sentidos e nunca melhora ou dá tempo pra aceitação. Faz me sentir inútil e sem poder algum.
Isso me leva de volta a uma das perguntas que a Melissa me fez. Dr. Empório pediu pra ela tentar trabalhar a aceitação. Aceitação de si mesma. Pediu que ela identificasse padrões e sintomas em sua vida que ela não pode mudar e tentar aceitá-los. Ela queria saber se eu poderia ajudá-la a identificá-los já que eu vejo a vida dela por uma janela diferente da que ela vê. Eu não respondi. Não com relação a ela.

Bom. Eu volto pro Alzheimer's. Acho que a doença é a única coisa que eu posso identificar presente na minha existência que eu não posso mudar. Eu odeio admitir isso, mas não posso. Ainda não aceito nem que a doença existe e me afeta, nem que não há nada que eu possa fazer. Mas certamente, eu só terei duas portas por onde entrar: fazer pazes com ela agora ou deixar que ela caia no esquecimento levando a dor deixada pra  trás pelos anos em que nos perseguiu.

Que Alguém me ajude.


Esse post eu dedico a minha família que dói todo dia com a presença dessa doença que arrasa a gente. Vó, eu te amo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Às 7.


Meu corpo decidiu correr.

3 horas antes, a minha mente já estava correndo.

Só que na direção errada.

Mas eles finalmente se acharam.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O início dos 12 passos.

Pra quem ia só pedir umas dicas, a conversa foi muito longa. E de dicas, voltei com nada.

A gente se convence, a gente se maltrata, a gente se cospe, se ignora e se rejeita.

É muito fácil culpar as pessoas pela sua miséria e desconforto. Mas como é que faz quando tudo ao seu redor é perfeito e você continua miserável? Quando é que você se dá conta de que a imagem no espelho é feia, patética e suja como o esgoto? E quando é que você consegue ver que essa imagem mudou pra melhor?

A gente se confirmou e trocou figurinhas. Coisa pra quem já teve os mesmos adesivos. A gente precisa de força pra deixar as cópias irem embora porque mesmo que elas sejam cópias, cada uma tem a sua história. E a gente quer esquecer a história.

Largar a droga não foi fácil pra gente. Mas o processo de desintoxicação é doloroso, intenso e nunca acaba. A luta todo dia de ver a droga ali na sua frente te desejando e você tendo que virar a cara. Parecia quase impossível. E às vezes o desejo por um pouquinho que não vai fazer mal é forte. As referências são simplesmente constantes. É como sentir o cheiro do macarrão da vó e não querer lembrar da vó.  Ou do macarrão. Praticamente impossível. Mas sempre ajuda saber que não se está só.

Mas não segura a minha porque eu estou contagiante.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quando ele ligou.

Era Páscoa. Era sim. Mas pra mim, era domingo - dia de ir à terapia. Quando a sessão acaba e eu vou me dirigindo à porta do consultório eu já começo a contar as horas pra voltar.

E com o passar da semana eu vou registrando no meu diário coisas e dias que me afetaram pro bem ou pro mal.  E com isso, vai aumentando a lista de coisas que eu quero conversar sobre com ele quando eu voltar domingo que vem. E conforme a lista cresce, os números começam a aparecer também. Número pra dar prioridade ao que eu quero falar. Às vezes funciona, às vezes a gente não fala nem de metade do que estava na lista. Às vezes, a gente chega na lista por completo e total acidente.

Então domingo passado eu acordei às 10 da manhã. Quer dizer: meu telefone despertou às 10. Mas eu preciso de um tempinho pra entender o que tá acontecendo, então eu realmente levanto em torno de 30 minutos depois. Entrei no chuveiro, tomei aquele banho super quente porque tava um frio do cacete, pus lá meus óleos e hidratantes e desodorante e tudo mais que acompanha a vida de uma *mulher* e saí do banheiro. Daí o marido resmunga lá do canto dele da cama: "Você não tem terapia hoje...(bocejo)" 

Ai como aquilo destruiu o meu humor! Odeio quando as pessoas se enfiam no meio do meu dia e mudam o meu dia por mim. Daí eu sentei ali na beira da cama, calada, pensativa. Deitei na cama. O marido começou a se preocupar: eu não explodi em palavrões. Me abraçou - como só o meu marido faz... ;) - e o meu cérebro começou a funcionar novamente.

Fui até a minha gaveta de acessórios e peguei minha fantasia de diabo pra Halloween. Decidi que eu não ia deixar aquele terapeuta imbecil me passar a perna num dia que eu lembrava ser engraçado e emocionante. 

Fiz o cabelo, a maquiagem - eu fiz cara de coelhinho sim, tá? - e fui lá cozinhar minha sopa marroquina de cenoura (vai ver a receita no post anterior). Pus meu salto de madeira da Fornarina e saí fazendo barulho pela casa dos outros. Ninguém percebeu que eu não era eu. Algumas horinhas depois do nosso almoço eu e o marido fomos direto pro escritório dele. Ficamos lá de 4 da tarde até um pouco mais de meia-noite. 

Mas... Minha páscoa foi alegre, eu segui uma receita - ainda bem que está documentado aqui!!!  

Bom, claro que, assim que eu pus a cabeça no travesseiro tive que pegar a calculadora e refazer a minha matemática: se em uma semana eu tenho que esperar tantas horas, quantas horas eu vou ter que esperar até a próxima???? Tá tudo bem, gente. Ele me ligou, mas eu não atendi! Hoje eu liguei de volta e disse pra ele: "Arruma um jeito de me ver essa semana." e agora eu tô aqui, correndo e fazendo mil outras coisas, esperando sem poder contar as horas. 

É libertador!

sábado, 3 de abril de 2010

a história de Melissa - apenas o começo.

Melissa ama Alex.


Alex faz Melissa se sentir bem consigo mesma. Alex faz Melissa se sentir independente e auto-suficiente.


Ou é Melissa que faz isso consigo mesma?


Porque é que as coisas não funcionaram com Fábio? O Fábio também fazia Melissa se sentir bem.


Mas Melissa não se sentia assim sobre si mesma quando estava com Fábio. Era então culpa do Fábio?


Melissa ficou sozinha por um tempo. Melissa se sentia útil, inspirada, bonita, suficiente.


Então porque foi que Melissa abriu portas pra Alex?


Eu acho que é porque ela não PRECISAVA dele. Mas porque ela QUERIA ele. Quer.






Amor é amor? Ou amor é a conveniência de não ir à loucura, de não ter que dirigir milhas ou sofrer aquele frio na barriga porque desta vez, esse amor, atende o telefone quando você liga?


Melissa veio até mim pra me contar essa história. A história de Melissa pode ser uma lição pra você também.  Tenha uma boa leitura.

Um dia ela acordou e pensou: "Caralho... eu tô ficando louca".

Daí ela resolveu procurar alguma ajuda. A ajuda em casa era nula porque todo mundo trabalha e tem seus próprios problemas.

Ela queria atenção. Mas não era pouca não. Era atenção 24 horas, 7 dias da semana. E ela lavava a louça achando que todos apreciariam as boas intenções que ela tinha e alguém apareceria com um forte abraço. Ela alimentava as crianças - pra que ninguém tivesse que fazê-lo ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho. Ela fazia a cama do casal e acendia velas antes de eles chegarem em casa - do jeitinho que eles gostavam.

Tudo tinha um motivo. Ela queria ser notada. Mas nunca conseguia o queria. Ela esperava pela atenção e achava que o amor que ela tinha era baseado em tudo o que ela fazia pelos outros. E que um dia; um belo dia, ela seria recompensada com toda a atenção que ela queria.

Muito tempo se passou e ela começou a ficar muito cansada. Sua pele começou a enrugar apesar de sua pouca idade. Seus olhos estavam sempre vermelhos e inchados por causa da insônia e do choro. Sua capacidade de respirar era quase nula - ficava cansada só de lavar um pratinho. Seus cabelos, sem brilho, começaram a cair. As unhas, esverdeadas e mofadas. Ela já não tinha mais digitais.

Melissa ouviu falar sobre o Doutor Empório. Foi vê-lo. E esse foi o fim de sua vida.

De sua vida como era, pelo menos. Ela descobriu poder dentro de si mesma. Poder de auto-satisfação, poder de auto-suficiência. Como era bom passar tempo sozinha e como era prazeroso o silêncio em volta de Melissa. Sua pele voltou a ser branquinha, cheirosa e super sedosa. Seus cabelos começaram a nascer novamente. Só que desta vez os fios estavam saudáveis e brilhosos. Ela dormia como uma criança. Doutor Empório abriu as portas de uma vida para Melissa.

No entanto Melissa e Doutor Empório não poderiam trabalhar juntos e Melissa foi à caça de alguém que pudesse ajudá-la a fazer manutenção constante em sua vida. Foi então que Melissa conheceu Doutora Robins. Elas se deram bem logo de cara e tiveram um relacionamento lindo de mais de um ano. Dr. Robins ajudou Melissa a dormir bem sem ter que chupar aquelas balinhas ao deitar-se e como cuidar pra que suas unhas se mantivessem fortes pra sempre. Melissa se viu independente da ajuda de Dr. Robins e muito feliz com o progresso que tinha feito. Dr. Robins seguiu sua vida e Melissa encontrou alguém com quem ela se sentia interessante e não precisava se esforçar muito pra amar ou ser amada. Apesar de Melissa nunca ter esquecido de seus outros amigos, eles estavam fisicamente longe pra dar-lhe o que ela precisava. Mas agora, ela também não precisava das mesmas coisas. E suas conexões com seus amigos melhoraram demais.

Melissa encontrou em Alex algo que ela nunca teve antes. Tamanho suporte e confiança eram inimagináveis para Melissa, mas ela se viu imersa em um lugar protegido e bem cuidado e lá ela se enfiou. Alex ajudava Melissa em tudo e vice-versa. Eles cozinhavam juntos, arrumavam camas juntos, faziam compras juntos e mais importante - pra Melissa - era como Alex a aceitava e a ajudava no seu processo terapêutico. Melissa sente, ainda hoje, que todo dia é mais um dia de esforço pra que tudo fique bem. É um esforço pra lembrar o quanto ela é importante e como ela deve ser mais importante que qualquer outra pessoa - em sua própria vida. Alguns chamam Melissa de egocêntrica. Melissa gosta de dizer que é auto-suficiente. Eu acredito que ela seja mesmo.

Há algumas semanas atrás Melissa voltou pra terapia com outro médico e tudo tem sido um mar de rosas. Ela acredita que todo dia é uma batalha a ser vencida e se sente sufocada pelo próprio passado. Mas Alex está sempre lá pra ajudá-la. Melhores amigos. Melissa parece estar feliz.

Melissa descobriu durante o período em que estava com Doutora Robins que ela precisaria de suporte durante a terapia que não fosse apenas Dr. Robins. Ela procurava pessoas em quem poderia treinar seu auto-controle e usar as ferramentas que tinha conseguido para convivência num mundo de pessoas - não de pílulas. E ela passava de uma pessoa pra outra com mais e mais confiança em si mesma e sempre determinada a não deixar que ninguém a fizesse de boba. Nunca mais. Ela criou mecanismos de defesa bem fortes e se safou de várias enrascadas com eles. Porém um dia, Melissa percebeu que apenas treinar o uso de suas novas geringonças não era suficiente. Ela queria vivê-las. 

Por enquanto, Melissa tenta vivê-las com Alex e se sente confiante de que terá um início feliz com ele.

Vamos aguardar, pra quando Melissa quiser nos visitar e nos contar mais - novamente.