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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Petiscos por Julia Petit.

Outro dia estava a limpar minha caixa de entrada e reli alguns emails. Uma grande amiga, e depois numa data mais pra frente, OUTRA grande amiga me mandaram um link que eu dei uma olhada, mas não guardei no meu favoritos - e com isso... esqueci completamente da existência dele. 

É um site "da amiga" Julia Petit. Pelo menos foi o que entendi - depois de fazer uma leve pesquisa e achá-la no Jô. Adorei a idéia do site e vai AGORA pra minha lista de sites que recomendo. Acho tudo de bom porque algumas pessoas que lêem o meu blog não querem os sites de beleza em inglês. Então, agora tem um em português. :D

Acho ótimo os vídeos que ela faz mostrando maquiagens e cabelos do momento. Vou copiar tudo!!! 

E agora, eu tenho que pensar no nome do meu artigo - gente, fui convidada pra escrever num site!!! Tô me sentindo suuuuper chiqueeee.

Bom, aproveitem o Petiscos e me mandem sempre indicações pra outros sites. Eu prometo que vou ficar mais ligada!!! 

xoxox

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Carne Crua yum yum!

Eu tenho estado muito muito muito carnívora nas últimas duas or so semanas. Muito mesmo. Acordo de manhã e só consigo pensar numa carne moída crua ou um bife bem ensangrentado. Muito tempero, uma saladinha no fundo e um chá pra digestão. Vou passar pra vocês a minha receitinha que eu inventei. Espero que vocês gostem e aproveitem!


Pra meio quilo de carne moída:

1/2 cebola ralada (eu descasco a cebola e deixo ela no freezer por uns 10 minutos porque me ajuda a não chorar muito.)

3 dentes de alho picadinhos beeeem pequenininhos.

Sal, cumin, paprica, cheiro verde a gosto.

1/2 xícara de trigo pra quibe.

1 maça ralada

mistura, mistura, mistura com a mão e pronto!


Caso, você não seja muito fã da carne crua, adicione 1 ovo, faça o formato de um hamburguer e ponha na churrasqueira. Porque a churrasqueira? Porque não precisa adicionar nenhum tipo de gordura. ;) No caso de você querer fazer hamburgueres mesmo, pode deixar o trigo pra quibe de fora. Ou não!

ps.: tente comprar a carne moída mais magra possível e lembre-se: a carne tem que estar fresquinha, de preferência nunca ter sido congelada. Carne de porco e de frango SEMPRE bem cozidas!!!!!!!


xoxo

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Passando manteiga no pão.

Hoje de manhã eu conversava aqui com a minha torrada e minha xícara de café:

- Sabe, eu tenho pensado muito sobre meus hábitos alimentares ultimamente. Outro dia me peguei comendo um chocolate. Mas depois da primeira mordida... Que coisa mais enjoada! Daí bebi um copo d'água pra tirar o gosto da minha boca. 
Pausa: Eu. Bebi um copo d'água. Pra lavar o gosto de chocolate. Da minha boca.

- Outro dia eu me peguei comendo alguns gummy bears. Hum. Enjoado. Num OUTRO dia eu percebi que tomei um chá com menos açúcar. 

Pausa: Eu. Tomei chá. Com açúcar.
Reflexão: pra quem conhece essa Fragale sabe que ela toma açúcar com chá, açúcar com café, açúcar com várias coisas. Nunca várias coisas com açúcar.


- Sabe, pão... eu lembro bem dos dias que a Guida fazia aquele pão com muita manteiga e queijo muzzarela pra mim de manhã e eu tomava aquele copão de leite com Nescau. Que depois com o tempo virou Todd e eu nunca entendi exatamente como ou porque. Mas enfim. E também lembro como eu não me importava com o fato de que meu estômago doía muito durante as primeiras horas de aula. Na verdade, eu nunca me importei muito com o que o meu corpo sentia. Eu mesma, não sentia nada. A única coisa que eu lembro mesmo é que eu ficava assim meio emburrada e prequiçosa. E não muito tempo atrás eu parei de tomar leite e nunca mais fico assim tão mal então eu acho que sou alérgica a leite. Mas é engraçado como eu como outras coisas derivadas de leite e não fico enjoada... Enfim... Hoje em dia, eu sei que eu fico emburrada e preguiçosa quando eu como alguma coisa que irrita meu estômago. O que me traz um certo alívio porque haja paciência, né? Preguiçosa aos 11 anos de idade? Ô falta de gratidão pelas pernas que funcionam! Gente preguiçosa me irrita. Eu sou muito preguiçosa. Eu me irrito muito comigo mesma e com qualquer coisa ou pessoa que me lembre dos meus defeitos. Mas eu tenho aprendido a não ver as coisas com os mesmos olhos de antes. 

Nesse ponto da conversa eu me dei conta de que a torrada estava fria, a manteiga derretida e eu estava na frente da geladeira tentando achar meu queijo minas. - haha eu tenho queijo minas! :P Então parei de falar com a torrada e resolvi reaquecê-la.

- Esse livro tá me deixando muito confusa. Essa coisa de controlar os pensamentos é meio difícil. Eu acho que eu até posso dar uma chance a essa tal de meditação mas não sei não. Eu tenho a sensação de que vou cair no sono. Talvez se eu for meditar na praia... Ih. Mas se eu dormir na praia vai ser pior. Imagina se eu viro uma torrada? 
Aí pronto. Quase infartei. Nesse meio tempo eu tinha voltado pro quarto pra procurar uma jaqueta que eu queria modificar e enquando olhava pra jaqueta eu esqueci da torrada. E a torrada torrou.


observação: How Stuff Works é um site OTIMO! Vá conferir!

-Que merda. Queimei a torrada... Vou ter que fazer outra. Mas enfim... Essa história da praia... Será que eu gosto de morar próximo a praia? Eu até que vou à praia com frequência... Mas nunca pra tomar sol... Só pra caminhar e tirar fotos. Eu posso fazer isso nos fins de semana. Mas se bem que Santa Monica até que é perto de Hollywood. Eu posso morar próximo à praia e próximo aos bares que eu gosto de frequentar. Será que eu ainda lembro que bares eu gosto de frequentar? hum. Bem lembrado. Enfim. 

Agora sim, comendo a torrada e tomando o açuçar com café - ah gente.. café é bem mais amargo que chá... - eu cheguei a uma conclusão:

-Eu não preciso mudar muito a minha dieta. Eu tenho comido tão bem que toda vez que eu cedo e como um fast food eu fico com ânsia de vômito e na maioria das vezes nem consigo comer a coisa toda de uma vez só. Tenho comido carne crua assim que chega em casa do mercado. Muitos legumes, muito líquido que nem inclui coca-cola - apesar de que semana passada eu tomei um lata de Guaraná por dia só porque a gente comprou uma caixa com 12. Mas já acabou e é um absurdo de caro então não vou comprar mais tão cedo. Eu cansei de beber vinho de pobre então não tenho bebido nenhum vinho. Ai... que saudade do meu vinho... Tenho corrido ou caminhado, ou os dois, quase todo dia. Acho que não tem muito mais que eu tenha que mudar não... Agora o que eu preciso fazer mesmo é arrumar um emprego pra eu poder comprar meu vinho decente e tomar meu vinho durante o jantar como eu fazia antes quando eu não tinha que comprar vinho. Então eu vou é continuar a comer as coisas que eu gosto em pequenas quantidades como eu fazia antes porque eu já aprendi que quando mantenho o tamanho do meu estômago normal eu não como mais do que eu devo. Porque você sabe, né? Quando tu come demais, o estômago estica. Assim como a pele estica quando a gente engorda. E murcha (algumas vezes..) quando a gente emagrece. Pelo menos comigo funciona: quando eu como muito pouco minha barriga de grávida some. :)
Olha, depois de tanto falar com um pedaço de torrada e com uma xícara de café eu decidi que eu tenho MESMO que arrumar um emprego.


Como está a sua dieta? Me conta?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O início dos 12 passos.

Pra quem ia só pedir umas dicas, a conversa foi muito longa. E de dicas, voltei com nada.

A gente se convence, a gente se maltrata, a gente se cospe, se ignora e se rejeita.

É muito fácil culpar as pessoas pela sua miséria e desconforto. Mas como é que faz quando tudo ao seu redor é perfeito e você continua miserável? Quando é que você se dá conta de que a imagem no espelho é feia, patética e suja como o esgoto? E quando é que você consegue ver que essa imagem mudou pra melhor?

A gente se confirmou e trocou figurinhas. Coisa pra quem já teve os mesmos adesivos. A gente precisa de força pra deixar as cópias irem embora porque mesmo que elas sejam cópias, cada uma tem a sua história. E a gente quer esquecer a história.

Largar a droga não foi fácil pra gente. Mas o processo de desintoxicação é doloroso, intenso e nunca acaba. A luta todo dia de ver a droga ali na sua frente te desejando e você tendo que virar a cara. Parecia quase impossível. E às vezes o desejo por um pouquinho que não vai fazer mal é forte. As referências são simplesmente constantes. É como sentir o cheiro do macarrão da vó e não querer lembrar da vó.  Ou do macarrão. Praticamente impossível. Mas sempre ajuda saber que não se está só.

Mas não segura a minha porque eu estou contagiante.

sábado, 3 de abril de 2010

a história de Melissa - apenas o começo.

Melissa ama Alex.


Alex faz Melissa se sentir bem consigo mesma. Alex faz Melissa se sentir independente e auto-suficiente.


Ou é Melissa que faz isso consigo mesma?


Porque é que as coisas não funcionaram com Fábio? O Fábio também fazia Melissa se sentir bem.


Mas Melissa não se sentia assim sobre si mesma quando estava com Fábio. Era então culpa do Fábio?


Melissa ficou sozinha por um tempo. Melissa se sentia útil, inspirada, bonita, suficiente.


Então porque foi que Melissa abriu portas pra Alex?


Eu acho que é porque ela não PRECISAVA dele. Mas porque ela QUERIA ele. Quer.






Amor é amor? Ou amor é a conveniência de não ir à loucura, de não ter que dirigir milhas ou sofrer aquele frio na barriga porque desta vez, esse amor, atende o telefone quando você liga?


Melissa veio até mim pra me contar essa história. A história de Melissa pode ser uma lição pra você também.  Tenha uma boa leitura.

Um dia ela acordou e pensou: "Caralho... eu tô ficando louca".

Daí ela resolveu procurar alguma ajuda. A ajuda em casa era nula porque todo mundo trabalha e tem seus próprios problemas.

Ela queria atenção. Mas não era pouca não. Era atenção 24 horas, 7 dias da semana. E ela lavava a louça achando que todos apreciariam as boas intenções que ela tinha e alguém apareceria com um forte abraço. Ela alimentava as crianças - pra que ninguém tivesse que fazê-lo ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho. Ela fazia a cama do casal e acendia velas antes de eles chegarem em casa - do jeitinho que eles gostavam.

Tudo tinha um motivo. Ela queria ser notada. Mas nunca conseguia o queria. Ela esperava pela atenção e achava que o amor que ela tinha era baseado em tudo o que ela fazia pelos outros. E que um dia; um belo dia, ela seria recompensada com toda a atenção que ela queria.

Muito tempo se passou e ela começou a ficar muito cansada. Sua pele começou a enrugar apesar de sua pouca idade. Seus olhos estavam sempre vermelhos e inchados por causa da insônia e do choro. Sua capacidade de respirar era quase nula - ficava cansada só de lavar um pratinho. Seus cabelos, sem brilho, começaram a cair. As unhas, esverdeadas e mofadas. Ela já não tinha mais digitais.

Melissa ouviu falar sobre o Doutor Empório. Foi vê-lo. E esse foi o fim de sua vida.

De sua vida como era, pelo menos. Ela descobriu poder dentro de si mesma. Poder de auto-satisfação, poder de auto-suficiência. Como era bom passar tempo sozinha e como era prazeroso o silêncio em volta de Melissa. Sua pele voltou a ser branquinha, cheirosa e super sedosa. Seus cabelos começaram a nascer novamente. Só que desta vez os fios estavam saudáveis e brilhosos. Ela dormia como uma criança. Doutor Empório abriu as portas de uma vida para Melissa.

No entanto Melissa e Doutor Empório não poderiam trabalhar juntos e Melissa foi à caça de alguém que pudesse ajudá-la a fazer manutenção constante em sua vida. Foi então que Melissa conheceu Doutora Robins. Elas se deram bem logo de cara e tiveram um relacionamento lindo de mais de um ano. Dr. Robins ajudou Melissa a dormir bem sem ter que chupar aquelas balinhas ao deitar-se e como cuidar pra que suas unhas se mantivessem fortes pra sempre. Melissa se viu independente da ajuda de Dr. Robins e muito feliz com o progresso que tinha feito. Dr. Robins seguiu sua vida e Melissa encontrou alguém com quem ela se sentia interessante e não precisava se esforçar muito pra amar ou ser amada. Apesar de Melissa nunca ter esquecido de seus outros amigos, eles estavam fisicamente longe pra dar-lhe o que ela precisava. Mas agora, ela também não precisava das mesmas coisas. E suas conexões com seus amigos melhoraram demais.

Melissa encontrou em Alex algo que ela nunca teve antes. Tamanho suporte e confiança eram inimagináveis para Melissa, mas ela se viu imersa em um lugar protegido e bem cuidado e lá ela se enfiou. Alex ajudava Melissa em tudo e vice-versa. Eles cozinhavam juntos, arrumavam camas juntos, faziam compras juntos e mais importante - pra Melissa - era como Alex a aceitava e a ajudava no seu processo terapêutico. Melissa sente, ainda hoje, que todo dia é mais um dia de esforço pra que tudo fique bem. É um esforço pra lembrar o quanto ela é importante e como ela deve ser mais importante que qualquer outra pessoa - em sua própria vida. Alguns chamam Melissa de egocêntrica. Melissa gosta de dizer que é auto-suficiente. Eu acredito que ela seja mesmo.

Há algumas semanas atrás Melissa voltou pra terapia com outro médico e tudo tem sido um mar de rosas. Ela acredita que todo dia é uma batalha a ser vencida e se sente sufocada pelo próprio passado. Mas Alex está sempre lá pra ajudá-la. Melhores amigos. Melissa parece estar feliz.

Melissa descobriu durante o período em que estava com Doutora Robins que ela precisaria de suporte durante a terapia que não fosse apenas Dr. Robins. Ela procurava pessoas em quem poderia treinar seu auto-controle e usar as ferramentas que tinha conseguido para convivência num mundo de pessoas - não de pílulas. E ela passava de uma pessoa pra outra com mais e mais confiança em si mesma e sempre determinada a não deixar que ninguém a fizesse de boba. Nunca mais. Ela criou mecanismos de defesa bem fortes e se safou de várias enrascadas com eles. Porém um dia, Melissa percebeu que apenas treinar o uso de suas novas geringonças não era suficiente. Ela queria vivê-las. 

Por enquanto, Melissa tenta vivê-las com Alex e se sente confiante de que terá um início feliz com ele.

Vamos aguardar, pra quando Melissa quiser nos visitar e nos contar mais - novamente.